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14.2.09

A música é a expressão mais profunda e espontânea que domina a alma do povo. Ela exerce uma força poderosa na consciência do homem e faz parte da sua existência: do canto do berço, ao canto fúnebre, da dança ritual às encantações melódicas e rítmicas. “É sempre uma síntese dialéctica, um verdadeiro sistema totalizante em que palavras, os passos do ritmo, bem como a linguagem dos instrumentos significam a glória dos reis ou antepassados, a oração e a esperança dos participante, a unidade do mundo.


 


As estruturas mentais realizadas em objectos e gestos com instrumentos musicais fundam e sustenta, toda coreografia”. Obviamente a música desempenha um importantíssimo papel na vida do homem. Portanto, conhece-la é, sem dúvidas, conhecer uma das facetas da cultura de um povo, pois, segundo a afirmação do Dr. Nketia, “uma região que não tem música ou que negligencia o canto, batuque a dança da comunidade, é uma comunidade morta”.


 


Em todo o território nacional encontramos o canto como forma musical frequentemente exercida por deficientes físicos (visuais e/ou de membros), que por se sentirem isolados se especializam em entreter pessoas, contando histórias e entoando canções populares. Alguns possuem bastante fama e no exercício das suas actividades são recompensados com dinheiro e outros artigos de valor. Fora deste poucos, publicamente, cantam sozinhos, senão em duetos e coros.


 


A espontaneidade e a improvisação constituem características da música Africana em geral e, Angolana em particular. É na música popular, onde, o Angolano não só é um exímio construtor e/ou executor de instrumentos musicais, mas também um grande músico por natureza. As letras das canções correspondem ao comum entre os Angolanos, pois, apresentam por tema, assuntos correntes da vida, por vezes as mais simples e banais. Por exemplo, os incidentes amorosos, os conflitos matrimoniais, as raparigas intriguistas, o órfão maltratado, dentre outros, são os assuntos muito explorados.


 


Todas as músicas se definem pela sua função criativa e pela união das forças criativas, assegurando a existência biológica do ser e por constituir uma espécie de fermento espiritual, cooperando com o elemento amenizante do esforço penoso e como alívio das tarefas monótonas. É um estimulante psicossocial de influência vital, mercê da salutar euforia e alacre embriaguês psicossomática da dança e do canto, fenómeno a que os estudiosos do pensamento chamam de “dimensão coreográfico-comunitária da música”.


 


A sua composição, geralmente, é possível através de contos, ensinamentos, lendas e quando sobretudo olhamos para o mundo em diferentes níveis, ao mesmo tempo. Os aspectos sociais da música Angolana tomam a sua expressão verdadeiramente sociológica, na simbiose entre a música, o canto e a dança.

 


Fonte: Carnaval 2006

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link do postPor sapo equipa, às 16:33  comentar

 

 
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